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A partir da década de 90 do século XX mais se ampliou o espaço da sociedade civil, crescendo o número de entidades e associações, que passaram a ser conhecidas sob o nome de Organizações Não-Governamentais (ONGs) ou sob a denominação de Terceiro Setor.
Em virtude do florescimento em alto grau e das atuações dessas entidades, o Estado, nas últimas décadas do século XX, recebe os nomes, entre outros, de Estado pluralista, Estado de associações, Estado de organizações.
Um dos reflexos do convívio entre o Estado e as entidades do terceiro setor incide sobre a tradicional dicotomia público-privado, para se cogitar não mais uma separação rígida, mas a flexibilização das relações, o intercâmbio, a busca de critérios de coexistência.
Nos vínculos com o Estado as entidades do terceiro setor atuam de formas diversas, por exemplo: exercem pressões na busca de realização dos interesses que defendem, têm assento em órgãos públicos deliberativos ou consultivos, participam de audiências e consultas públicas, organizam manifestações públicas. E vem crescendo, nos primórdios do século XXI, o papel do terceiro setor na execução de atividades ou na prestação de serviços que, em tese, incumbiriam ao poder público.
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Além do mais, vem crescendo a atuação das empresas além da atividade ínsita de indústria e comércio de produtos e serviços. Sob o nome de responsabilidade social empresas patrocinam, por exemplo, atividades culturais, esportivas, sociais, educacionais, muitas vezes em colaboração com o poder público.
Eis mais um aspecto da aproximação entre público e privado. Neste contexto, revela-se de grande importância e oportunidade a obra coletiva Terceiro Setor, Empresas e Estado: novas fronteiras entre o público e o privado, coordenada pelo professor Gustavo Justino de Oliveira.
Os doze estudos aí contidos mostram-se atuais, pertinentes e profundos, compondo um feliz encadeamento.
Seus autores desenvolvem os respectivos temas com maestria. Sem dúvida, a obra coletiva Terceiro Setor, Empresas e Estado propiciará informação e reflexão quanto aos temas tratados, enriquecendo a bibliografia e tornando-se de leitura obrigatória. (Prefácio à obra, Profa. Dra. Odete Medauar)
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